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domingo, 30 de novembro de 2008

Uma estratégia para driblar a crise

Tempos de crise nos Estados Unidos, mas como diz o Sílvio Santos 'com crise se cresce'. O paradoxo é que os economistas estão aconselhando os consumidores a poupar e evitar dívidas, ao passo que o comércio quer, mais do que nunca, vender os presentes de Natal.

Em meio ao tumulto, eis que surge uma estratégia interessante. Campanhas publicitárias nostálgicas como a criada pela Young & Rubicam para a Sears, tradicional loja de departamentos dos EUA. São comerciais de TV que tem o objetivo de tentar levar o consumidor a se lembrar de uma época mais agradável e assim, apelando para a emoção, tentar fazer com ele gaste mais.

Um esforço conjunto destas iniciativas na publicidade mais o lançamento de promoções de descontos e liquidações tem uma probabilidade muito grande de aumentar o número de vendas neste final de ano.

Continua.

sábado, 5 de julho de 2008

Idéias que geram buzz

Seth Godin (2001, p.25), em seu livro “Marketing IdéiaVírus” escreve sobre o boca a boca e seu poder de disseminar idéias: “a divulgação boca a boca não é nova – ela, agora, é apenas diferente. Sempre houve vírus de idéia – fofocas, idéias ou políticas que se espalham rapidamente, de pessoa para pessoa”.

O fenômeno que Seth Godin chama de vírus de idéia, Richard Dawkins (apud GODIN, 2001, p.119), chamou de memes. Trata-se de organismos vivos, sobrevivendo não no mundo real, mas em nosso mundo das idéias. Dawkins notou que os memes seguem um vetor: “uma idéia não se espalha uniforme e satisfatoriamente por uma população. São as pessoas que estão mais propensas a enviá-la para uma direção em vez de outra” (GODIN, 2001, p.120).

domingo, 29 de junho de 2008

Permissão para zumbir

No mundo globalizado do Século XXI, o dia-a-dia das pessoas é marcado pelo intenso assédio de mensagens publicitárias nos meios de comunicação. Em grande parte das situações, os anúncios divulgam bens que os consumidores assediados sequer têm interesse. Com base neste pressuposto, Seth Godin, um dos gurus do marketing na atualidade, cunhou o termo marketing de interrupção, com o qual definiu a prática das empresas bombardearem o consumidor até interromper o fluxo de seu raciocínio e de seus hábitos e fazê-lo sucumbir à oferta proposta.

Entretanto, é de autoria do próprio Godin, a alternativa para driblar esse excesso de informação que interrompe e satura. A solução consiste em adotar o marketing de permissão, pelo qual seria conveniente que não fosse mais a empresa a bombardear o cliente com argumentos, mensagens e estímulos, mas que o cliente dê à empresa autorização para vender a ele. A proposta de Godin, portanto, é inverter o sistema e criar situações em que o consumidor não seja agredido pelas marcas, mas se torne aliado delas e participe voluntariamente do consumo.

Para Emanuel Rosen, autor de ‘A Anatomia do Buzz’, a melhor maneira de vender produtos por marketing de permissão é fazer os consumidores comentarem entre si sobre produtos e serviços e, então, eles mesmos difundirem as vantagens da marca. Segundo Rosen, fazer Buzz Marketing pelo marketing de permissão consiste em conseguir que os clientes criem um ‘zumbido’ (buzz) em torno da marca, como fazem as abelhas quando vão de flor em flor. Mas a relação com abelhas não se restringe à nomenclatura do buzz: sugere que, tal qual as abelhas, o consumidor tenha comportamento ativo a fim de multiplicar as mensagens das empresas.

Outros teóricos do Buzz Marketing convergem no uso dessa metáfora. Para Georges Chetochine, por exemplo, a palavra buzz refere-se à onomatopéia do som produzido pelas abelhas. Segundo Salzman, Matathia e O’Reilly, abelha é uma designação inteiramente apropriada para pessoas que recolhem notícias e as disseminam de indivíduo para indivíduo: elas são os condutos pelos quais a informação chega às massas. Godin, por sua vez, afirma que as pessoas se organizam em grupos ou colméias que têm vários fatores em comum: um jeito de se comunicar, regras e normas ditas ou não ditas e uma história em comum. O autor cita, como exemplos, os irmãos de confraria, leitores de uma mesma publicação e os penetras.

Segundo Salzman, Matathia e O’Reilly, para alimentar o buzz é preciso escolher as pessoas certas, aquelas que atraem ouvintes, pessoas com influência: os alfas e os abelhas. Os alfas são os consumidores independentes, confiantes, obstinados e curiosos. Os alfas tendem a dominar, a conduzir o rebanho, gostam de adquirir novas experiências e informações, e andam sempre à cata de aventuras. Os abelhas, por sua vez, são solidários e comunicativos. São influenciadores de amigos, que apropriam-se das idéias dos alfas e traduzem-nas em dados utilizáveis e digeríveis para o grande público.

No livro ‘Ponto de Desequilíbrio’, Malcolm Gladwell afirma que os abelhas 'carregam' produtos e idéias das margens para o meio da consciência pública. Traduzem as idéias dos inovadores em algo que audiências maiores possam compreender e adaptar. Segundo Salzman, Matathia e O’Reilly, numa campanha de Buzz Marketing os abelhas são os consumidores que os profissionais de marketing devem privilegiar.

sábado, 28 de junho de 2008

O poder do boca-a-boca

Imagine-se planejando a compra de um carro zero km. Antes de sair comprando o primeiro que aparecer, é natural que você faça, ainda que breve, uma pesquisa sobre marcas, modelos, preços, etc. Essa pesquisa o ajudará, em meio às tantas opções do mercado, a escolher o carro que melhor vai satisfazer os seus desejos. Frente a essa situação específica, responda: entre comerciais de carros na tv e a opinião de um amigo que entende tudo sobre carros, o que lhe influencia mais?

Em uma pesquisa realizada com mais de 400 pessoas, os autores do livro 'Buzz, a era do marketing viral' descobriram que, proporcionalmente, o dobro de pessoas consideram que amigos são mais confiáveis que a mídia. A pesquisa revelou que, numa escala de 1 a 5, onde 1 é 'sem importância' e 5 é 'muito importante', a influência do boca-a-boca na compra de um carro alcançou 3,5 pontos. A pesquisa também abrangeu outros itens, como, por exemplo, 'computadores', que obteve 3,8 pontos, e 'restaurantes', que atingiu notáveis 4,4 pontos.

Ou seja, as pessoas são suscetíveis ao boca a boca, admitem isto com naturalidade e tomam decisões com base nos comentários de outras pessoas. E quanto a você, caro(a) leitor(a)? Qual o verdadeiro poder de um comentário em suas decisões de compra? A que lugares você já foi, motivado(a) por recomendações de amigos ou conhecidos?

É sobre isso que trata o Buzz Marketing, uma estratégia barata, imediata e direta, que consiste em gerar e disseminar comentários positivos a respeito de marcas e produtos. O Buzz Marketing utiliza-se das redes sociais já existentes com o intuito de atingir os objetivos de marketing e comunicação das empresas.

About Buzz Cases, como o nome já indica, é o espaço dedicado a analisar casos de empresas que utilizaram o Buzz Marketing em suas ações e campanhas. Mais que isso, se propõe a difundir técnicas e debater sobre aspectos que fizeram esta inovadora estratégia superar as tradicionais ferramentas de marketing e comunicação.