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terça-feira, 29 de março de 2011

The $73,000 bar tab!

Driving home tonight could be very expensive. If you drink, DON'T DRIVE.



* Conta de bar de 73 mil!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sexo grátis aqui

Sim, é exatamente isso que você leu, que eu li e, não tão óbvio quanto parece, é o que toda pessoa lê na primeira vez que se depara com esse banner. Sexo grátis aqui.

Clique sobre a imagem para ler as entrelinhas.

Apelativo? Nada disso, é sim uma ótima estratégia de marketing. Trata-se de uma promoção que passaria batida, não fosse uma mente criativa ter a idéia de pinçar três palavras (escolhidas a dedo) em meio ao texto, colocá-las em fonte garrafal (+cx alta +bold +vermelho) e pronto. Mídia espontânea em um incontável número de sites, blogs, microblogs, macroblogs, e-mails, comments, etc.

Como resultado, milhares de pessoas que sequer tinham conhecimento desta loja, estão agora gerando intenso boca-a-boca para a marca. A iniciativa mostra que apelo emocional + uma boa dose de humor podem contribuir muito para a visibilidade/imagem institucional de uma empresa.

Em tempo: eu trocaria apenas o 'ganhe' por 'receba', para evitar a redundância, o que, entretanto, provavelmente não influenciaria na repercussão da campanha.

*Dica da Layla, obrigado.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

A maldição do Coringa



A estréia mundial de 'The Dark Knight' (Cavaleiro das trevas) no último dia 18, trouxe à tona questões relacionadas à morte do ator Heath Ledger, que encarna o maléfico Coringa. Em 22 de janeiro, o ator australiano de 28 anos foi encontrado morto no apartamento onde morava em Manhattan, após o término das filmagens do novo filme do Batman. A polícia informou que o ator estava nu em sua cama e havia comprimidos para dormir ao lado do corpo. A causa da morte foi overdose acidental.

Em uma entrevista em novembro para o The New York Times, Heath Ledger declarou-se "stressed out a little too much". Disse que tinha dificuldades para dormir enquanto interpretava o Coringa que chamou de "psicopata, mass-murdering, esquizofrênico, clown with zero empathy".

- "Na última semana eu provavelmente dormi uma média de 2 horas por noite" - disse ao jornal - "Eu não consigo parar de pensar. Meu corpo já está exausto e a minha cabeça continua trabalhando". Segundo o NYT, ele disse que tomava duas Ambien (remédio para dormir) que só faziam efeito por uma hora cada uma.

Jack Nicholson, que interpretou o Coringa no filme "Batman, the movie", teve uma reação intrigante ao saber da morte do jovem ator. "I warned him" (Eu o avisei), foram suas palavras referindo-se a uma conversa com Ledger, na qual o veterano advertiu sobre a complexidade do papel e de toda carga emocional envolvida na personalidade do principal inimigo do Batman. Assista o vídeo com a declaração de Nicholson, clicando aqui (logo após a mensagem publicitária).

Após interpretar o vilão Coringa no filme de 1989, Nicholson precisou fazer terapia. Tal qual astronautas quando retornam de suas viagens, o ator teve problemas psicológicos por conta de sua experiência como o arqui-rival do Batman.

Supõe-se que o boca-a-boca sobre o Coringa e os rumores sobre a relação do personagem com a morte de Ledger tenham contribuído para o interesse do público em assistir a película nos cinemas. Contudo, claro, isto é uma hipótese. Há de se considerar a campanha publicitária e os esforços de marketing envolvidos na divulgação do filme. Todavia, o fato é que em poucos dias de exibição, o 'Cavaleiro das trevas' já é um sucesso de bilheteria.

Temos, então, o marketing no planejamento e na divulgação. Ok. Temos, também, rumores, boca-a-boca, buzz sobre um personagem que, ao menos neste trailer aparece bem mais que o próprio herói. Seria o Coringa um personagem maldito? Ou seria o 'Cavaleiro das trevas' mais um caso de buzz marketing de sucesso?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O buzz evangelista

O quê? Um buzz gerado por polêmicas sobre uma top model canadense dos anos 90? Seria o buzz da Linda Evangelista? Não. Então, deve ser o buzz sobre alguma igreja que teve crescimento exponencial no Brasil e no mundo, como a Igreja Universal? Seria porque ela evangelizou muita gente? Tá esquentando, mas ainda não é bem isso! Mas então o que é, afinal de contas, esse tal buzz evangelista?

À parte essas e outras sugestões mais incautas, pare e pense: alguma vez você já gostou tanto do atendimento de uma loja, que a recomendou para vários amigos e familiares? Se sua resposta for sim, saiba que você, mesmo inconscientemente, se tornou um evangelista dessa loja. Segundo Georges Chetochine, o evangelista é um autêntico propagandista de uma marca, que se orgulha por converter seus amigos, conhecidos e familiares à sua descoberta.

O evangelista é aquela pessoa que não se cansa de louvar as qualidades de um chocolate que é 'o melhor chocolate que já comeu', por exemplo. Ele acredita no produto, diz que o gosto é fascinante e que quando comprou outra marca acabou se arrependendo. O desejo desse evangelista é compartilhar sua alegria, sua satisfação, seu conhecimento com quem estiver ao seu redor.

Desenvolver uma estratégia de Buzz Marketing, segundo Ben McConnel e Jackie Huba, significa para uma empresa, antes de mais nada, transformar seus clientes em clientes evangelistas. Os autores defendem a idéia de que uma empresa deve beneficiar-se do boca-a-boca e aperfeiçoá-lo, fazendo com que seja realizado por clientes evangelistas.

O interessante na evangelização é que ela consiste num buzz (ou boca-a-boca) duradouro. Os anos passam e a pessoa continua a evangelizar, ou seja, a transmitir sua fé em alguma coisa, já que sua grande alegria é comunicar a todos que cruzem o seu caminho, aquilo que ela considera ser bom tanto para ela quanto para os outros.

No que se refere à estratégia de Buzz Marketing, adotar a evangelização significa, no fundo, utilizar os clientes mais fiéis, os mais apegados à marca, e pedir a eles que façam o marketing da empresa. Que sejam, portanto, ao mesmo tempo, a mensagem e a mídia. Em outras palavras, o Buzz Marketing pode ser feito dando meios pelos quais os evangelistas possam promover uma evangelização sistemática do mercado e, dessa forma, criem mais e mais evangelistas.

domingo, 29 de junho de 2008

Permissão para zumbir

No mundo globalizado do Século XXI, o dia-a-dia das pessoas é marcado pelo intenso assédio de mensagens publicitárias nos meios de comunicação. Em grande parte das situações, os anúncios divulgam bens que os consumidores assediados sequer têm interesse. Com base neste pressuposto, Seth Godin, um dos gurus do marketing na atualidade, cunhou o termo marketing de interrupção, com o qual definiu a prática das empresas bombardearem o consumidor até interromper o fluxo de seu raciocínio e de seus hábitos e fazê-lo sucumbir à oferta proposta.

Entretanto, é de autoria do próprio Godin, a alternativa para driblar esse excesso de informação que interrompe e satura. A solução consiste em adotar o marketing de permissão, pelo qual seria conveniente que não fosse mais a empresa a bombardear o cliente com argumentos, mensagens e estímulos, mas que o cliente dê à empresa autorização para vender a ele. A proposta de Godin, portanto, é inverter o sistema e criar situações em que o consumidor não seja agredido pelas marcas, mas se torne aliado delas e participe voluntariamente do consumo.

Para Emanuel Rosen, autor de ‘A Anatomia do Buzz’, a melhor maneira de vender produtos por marketing de permissão é fazer os consumidores comentarem entre si sobre produtos e serviços e, então, eles mesmos difundirem as vantagens da marca. Segundo Rosen, fazer Buzz Marketing pelo marketing de permissão consiste em conseguir que os clientes criem um ‘zumbido’ (buzz) em torno da marca, como fazem as abelhas quando vão de flor em flor. Mas a relação com abelhas não se restringe à nomenclatura do buzz: sugere que, tal qual as abelhas, o consumidor tenha comportamento ativo a fim de multiplicar as mensagens das empresas.

Outros teóricos do Buzz Marketing convergem no uso dessa metáfora. Para Georges Chetochine, por exemplo, a palavra buzz refere-se à onomatopéia do som produzido pelas abelhas. Segundo Salzman, Matathia e O’Reilly, abelha é uma designação inteiramente apropriada para pessoas que recolhem notícias e as disseminam de indivíduo para indivíduo: elas são os condutos pelos quais a informação chega às massas. Godin, por sua vez, afirma que as pessoas se organizam em grupos ou colméias que têm vários fatores em comum: um jeito de se comunicar, regras e normas ditas ou não ditas e uma história em comum. O autor cita, como exemplos, os irmãos de confraria, leitores de uma mesma publicação e os penetras.

Segundo Salzman, Matathia e O’Reilly, para alimentar o buzz é preciso escolher as pessoas certas, aquelas que atraem ouvintes, pessoas com influência: os alfas e os abelhas. Os alfas são os consumidores independentes, confiantes, obstinados e curiosos. Os alfas tendem a dominar, a conduzir o rebanho, gostam de adquirir novas experiências e informações, e andam sempre à cata de aventuras. Os abelhas, por sua vez, são solidários e comunicativos. São influenciadores de amigos, que apropriam-se das idéias dos alfas e traduzem-nas em dados utilizáveis e digeríveis para o grande público.

No livro ‘Ponto de Desequilíbrio’, Malcolm Gladwell afirma que os abelhas 'carregam' produtos e idéias das margens para o meio da consciência pública. Traduzem as idéias dos inovadores em algo que audiências maiores possam compreender e adaptar. Segundo Salzman, Matathia e O’Reilly, numa campanha de Buzz Marketing os abelhas são os consumidores que os profissionais de marketing devem privilegiar.